quarta-feira, 20 de março de 2019

Sonhos megalómanos em Teste de Compreensão Oral!

Teste elaborado a partir do programa da Antena 1, "Dias do Avesso", transmitido no dia 28 de fevereiro de 2019.

Obrigada ao colega Luís Miguel Malva Jesus Rêpas pelo olhar atento e pelos bons conselhos!

domingo, 10 de março de 2019

Triste Sina por Cuca Roseta



Concerto surpreendente e aconchegante em Anadia com uma interpretação soberba deste fado de Amália Rodrigues

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

domingo, 20 de janeiro de 2019

A sombra... de Afonso Cruz



"A sombra diurna é um casamento de seres e objectos com uma estrela.Uma sombra na Terra demora oito minutos a ser feita. Imagino que cada fotão já parta apaixonado,e,à velocidade da luz, venha na nossa direcção apenas para nos pintar de negro contra uma parede branca. Desenhar-nos. Não é estranho que tenhamos uma estrela a desenhar-nos? E que o faça precisamente do oposto daquilo que é feita? Porque essas imagens não são de luz, são feitas da ausência dela."

in Princípio de Karenina, de Afonso Cruz

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Certeza de Miguel Torga


Porque hoje caiu a primeira geada!E porque vou começar com o "Cavaleiro da Dinamarca" no 7º ano...


Certeza

Sereno, o parque espera
Mostra os braços cortados,
E sonha a Primavera
Com seus olhos gelados.


É um mundo que há-de vir
Naquela fé dormente;
Um sonho que há-de abrir
Em ninhos e sementes.


Basta que um novo Sol
Desça do velho céu,
E diga ao rouxinol
Que a vida não morreu.


terça-feira, 23 de outubro de 2018

Santo e senha de Miguel Torga

SANTO E SENHA

Deixem passar quem vai na sua estrada
Deixem passar
Quem vai cheio de noite e de luar.
Deixem passar e não lhe digam nada.


Deixem, que vai apenas
Beber água de Sonho a qualquer fonte;
Ou colher açucenas
A um jardim que ele lá sabe, ali defronte.


Vem da terra de todos, onde mora
E onde volta depois de amanhecer
Deixem-no pois passar, agora


Que vai cheio de noite e solidão.
Que vai
Uma estrela no chão.


in DIÁRIO I

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Carolina Deslandes e a Nuvem Avô!





Tinhas as mãos enrugadas e cheias de histórias
A roupa lavada e vem-me à memória
Como me embalavas depois de jantar.


Tinhas o rosto sereno, calmo e sempre vivo
E o meu corpo pequeno, mas tão emotivo
Não te sabe lembrar sem chorar


Eras da minha alma, da minha casa
Eu era tua costela
Dormia na tua sala, na tua asa
Quente como a chama de uma vela.
E agora não te tenho, só te lembro
E gosto de te cantar
Guarda um cantinho da tua nuvem
Para um dia eu lá morar


Tinhas um corpo de lar
E um cheiro a infância
Os olhos de mar, e hoje à distância
Se fechar os olhos ainda lá estou
E deitada no teu colo
O mundo era meu,
Só me resta o consolo
De que aí no céu
Exista uma nuvem com nome de Avô.


Eras da minha alma, da minha casa
Eu era tua costela
Dormia na tua sala, na tua asa
Quente como a chama de uma vela.
E agora não te tenho, só te lembro
E gosto de te cantar
Guarda um cantinho da tua nuvem
Para um dia eu lá morar


Há um sítio lá ao pé do sol
Onde eu te vou encontrar
Há um sítio lá ao pé do sol
Onde eu te vou encontrar


Eras da minha alma, da minha casa
Eu era tua costela
Dormia na tua sala, na tua asa
Quente como a chama de uma vela.
E agora não te tenho, só te lembro
E gosto de te cantar
Guarda um cantinho da tua nuvem
Para um dia eu lá morar


E agora não te tenho, só te lembro
E gosto de te cantar
Guarda um cantinho da tua nuvem
Para um dia eu lá morar