Depois do concerto de ontem, em Anadia, ficou-me na alma!
Eu esperei
Mas o dia não se fez melhor
Mas o sujo não se quis limpar
Inventou mais flores em meu redor
Como se eu não fosse olhar!
Enfeitou as ruas para cobrir
Terra seca de não semear
Deram-me água turva de beber
Dizem cura e força e solução
Como se eu não fosse olhar!
Eu esperei
Mas o fumo não saiu da estrada
Arde o sonho em troca de nada
Dizem festa, mas é solidão
Como se eu não fosse olhar!
A mentira não se fez verdade
A justiça não se fez mulher
A revolta não se faz vontade
Braços novos sem educação
Sangue velho chora de saudade!
Eu esperei
Dizem luta mas não há destino
Dão-me luzes mas não é caminho
Dizem corre mas não é batalha
Como quem não quer mudar!
Esta corda não nos sai das mãos
Esta lama não nos sai do chão
Esta venda não deixa alcançar
Cantam "armas" mas não é amor
Mão no peito mas não é amar
Cavaleiro mas sem lealdade
Fato justo mas já sem moral
Braços sujos que se vão esconder
Braços fracos não são de lutar
Braços baixos não se querem ver
Como se eu não fosse olhar!
Eu esperei
Pelo tempo transparente em nós
Pelo fruto puro de colher
Pela força feita de alegria
Mas o povo dorme na ilusão!
E a tristeza é forma de sinal
Liberdade pode ser prisão
Meu deus, livrai-nos do mal
E acorda Portugal
E acorda Portugal
E acorda Portugal
E acorda Portugal
terça-feira, 26 de junho de 2018
segunda-feira, 14 de maio de 2018
Filtrar os sonhos!
Segue a correção do teste de compreensão oral aplicado aos meninos do 7º ano!
sexta-feira, 11 de maio de 2018
Ser poeta ... perdidamente!!! Florbela Espanca
Cantado magnificamente por Sara Tavares com os Ala dos Namorados!
sexta-feira, 4 de maio de 2018
Teste de compreensão oral "Ser uma vedeta"
Como complemento ao estudo do Texto Dramático!
Vanessa vai à luta para os rapazes do 8º E
Ficha de verificação da leitura efetuada pelos alunos durante a interrupção letiva da Páscoa.
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quarta-feira, 18 de abril de 2018
Ala dos Namorados e Caçador de Sóis!
Pelo céu às cavalitas
Escondi nos teus caracóis
A estrela mais bonita, que eu já vi
Eu cresci com um encanto
De ser caçador de sóis
Eu já corri tanto, tanto para ti
Fui um príncipe encantado
Montado nos teus joelhos
Um eterno enamorado, a valer
Lancelot de algibeira
Mas segui os teus conselhos
Para voltar à tua beira
E ser o que eu quiser
Os teus olhos foram esperança
Os meus olhos girassóis
Fomos onde a vista alcança da nossa janela
Já deixei de ser criança e tu dormes à lareira
Ainda sinto a minha estrela nos teus caracóis
Os teus olhos foram esperança
Os meus olhos girassóis
Fomos onde a vista alcança da nossa janela
Já deixei de ser criança e tu dormes à lareira
Ainda sinto a minha estrela nos teus caracóis
Os teus olhos foram esperança
Os meus olhos girassóis
Fomos onde a vista alcança da nossa janela
Já deixei de ser criança e tu dormes à lareira
Ainda sinto a minha estrela nos teus caracóis
quarta-feira, 21 de março de 2018
As palavras de Eugénio de Andrade...
Só porque estas palavras me têm andado às voltas na cabeça e no coração...
São como um cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.
Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos, as águas estremecem.
Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.
Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?
São como um cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.
Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos, as águas estremecem.
Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.
Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?
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