quarta-feira, 21 de março de 2018

As palavras de Eugénio de Andrade...

Só porque estas palavras me têm andado às voltas na cabeça e no coração...


São como um cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.

Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos, as águas estremecem.

Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.

Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?


quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

O teu nome por Miguel Gameiro e Mariza



Só para afastar esta tristeza
para iluminar meu coração
falta-me bem mais tenho a certeza,
do que este piano e uma canção.

Falta-me soltar na noite acesa
o nome que no peito me sufoca,
e queima a minha boca.

Falta-me soltá-lo aos quatro ventos
para depois segui-lo por onde for,
ou então dizê-lo assim baixinho
embalando com carinho,
o teu nome, meu amor.

Porque todo ele é poesia,
corre-me pelo peito como um rio
devolve aos meus olhos a alegria
deixa no meu corpo um arrepio,
porque todo ele é melodia
porque todo ele é perfeição.
É na luz escuridão.

Falta-me dizê-lo lentamente
falta soletrá-lo devagar,
ou então bebê-lo como um vinho,
que dá força pro caminho
para quando a força faltar.

Falta-me soltá-lo aos quatro ventos
para depois segui-lo por onde for,
ou então dizê-lo assim baixinho
embalando com carinho,
o teu nome, meu amor.

Porque todo ele é melodia
e porque todo ele é perfeição.
É na luz escuridão.

Falta-me soltá-lo aos quatro ventos
para depois segui-lo por onde for,
ou então dizê-lo assim baixinho
embalando com carinho,
o teu nome, meu amor.


quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

A minha terra adotiva!!! Carlos Paredes e Carlos do Carmo

Um fado lindo, cantado por uma voz que eu gostaria minha...

Morro de amor pelas águas da ria
esta espuma de dor eu não sabia
sou moliceiro do teu lodo fecundo
sou a ria de Aveiro o sal do mundo
vara comprida tamanho da vida
braço de mar a lavrar a lavrar
morro de amor nesta rede que teço
e é no sal do suor que eu aconteço
para além da salina o horizonte me ensina
que há muito mar para lavrar, para lavrar, para lavrar...