terça-feira, 26 de agosto de 2014

Carlos Paião e a doçura...

Cinderela...Lindo!





Eles são duas crianças a viver esperanças, a saber sorrir.
Ela tem cabelos louros, ele tem tesouros para repartir.
Numa outra brincadeira passam mesmo à beira, sempre sem falar.
Uns olhares envergonhados e são namorados sem ninguém pensar.

Foram juntos outro dia, como por magia, no autocarro, em pé.
Ele lá lhe disse, a medo: "O meu nome é Pedro e o teu qual é?"
Ela corou um pouquinho e respondeu baixinho: "Sou a Cinderela".
Quando a noite o envolveu ele adormeceu e sonhou com ela...

Então,
Bate, bate coração!
Louco, louco de ilusão!
A idade assim não tem valor.
Crescer,
Vai dar tempo p'ra aprender,
Vai dar jeito p'ra viver
O teu primeiro amor.

Cinderela das histórias, a avivar memórias, a deixar mistério.
Já o fez andar na lua, no meio da rua e a chover a sério.
Ela, quando lá o viu, encharcado e frio, quase o abraçou.
Com a cara assim molhada, ninguém deu por nada, ele até chorou...

Então,
Bate, bate coração!
Louco, louco de ilusão!
A idade assim não tem valor.
Crescer,
Vai dar tempo p'ra aprender,
Vai dar jeito p'ra viver
O teu primeiro amor.

E agora, nos recreios, dão os seus passeios, fazem muitos planos.
E dividem a merenda, tal como uma prenda que se dá nos anos.
E, num desses bons momentos, houve sentimentos a falar por si.
Ele pegou na mão dela: "Sabes Cinderela, eu gosto de ti..."

Então,
Bate, bate coração!
Louco, louco de ilusão!
A idade assim não tem valor.
Crescer,
Vai dar tempo p'ra aprender,
Vai dar jeito p'ra viver
O teu primeiro amor.

Cinderela...

Então,
Bate, bate coração!
Louco, louco de ilusão!
A idade assim não tem valor.
Crescer,
Vai dar tempo p'ra aprender,
Vai dar jeito p'ra viver
O teu primeiro amor.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Quem és tu de novo de Jorge Palma


Não me canso de ouvir!




Quando a janela se fecha e se transforma num ovo
 Ou se desfaz em estilhaços de céu azul e magenta
 E o meu olhar tem razões que o coração não frequenta
Por favor diz-me quem és tu, de novo?

 Quando o teu cheiro me leva às esquinas do vislumbre
E toda a verdade em ti é coisa incerta e tão vasta
 Quem sou eu para negar que a tua presença me arrasta?
 Quem és tu, na imensidão do deslumbre?

 As redes são passageiras, as arquitecturas da fuga
 De toda a água que corre, de todo o vento que passa
 Quando uma teia se rasga ergo à lua a minha taça
 E vejo nascer no espelho mais uma ruga

 Quando o tecto se escancara e se confunde com a lua
 A apontar-me o caminho melhor do que qualquer estrela
 Ninguém me faz duvidar que foste sempre a mais bela
 Por favor, diz-me que és alguém, de novo?

 Quando a janela se fecha e se transforma num ovo
 Ou se desfaz em estilhaços de céu azul e magenta
E o meu olhar tem razões que o coração não frequenta
Por favor diz-me quem és tu, de novo?

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Era de noite e levaram... pelos UHF

A canção de Zeca Afonso e Luís Andrade, 40 anos depois...a mesma força mas por outra geração!
Era de noite e levaram
Era de noite e levaram
Quem nesta cama dormia
Nela dormia, nela dormia

Sua boca amordaçaram
Sua boca amordaçaram
Com panos de seda fria
De seda fria, de seda fria

Era de noite e roubaram
Era de noite e roubaram
O que na casa havia
na casa havia, na casa havia

Só corpos negros ficaram
Só corpos negros ficaram
Dentro da casa vazia
casa vazia, casa vazia

Rosa branca, rosa fria
Rosa branca, rosa fria
Na boca da madrugada
Da madrugada, da madrugada

Hei-de plantar-te um dia
Hei-de plantar-te um dia
Sobre o meu peito queimada
Na madrugada, na madrugada

quinta-feira, 15 de maio de 2014

A Vida Mágica da Sementinha de Alves Redol

Tal como prometido aos meninos do 5º E, aqui está a correção da ficha que fizeram! Boas correções!

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Ary dos Santos novamente... desta vez pelos A Naifa : A Tourada!

Versão fantástica de uma canção que fica bem de qualquer forma!!





Não importa sol ou sombra,
camarotes ou barreiras,
toureamos ombro a ombro
as feras.


Ninguém nos leva ao engano,
toureamos mano a mano
só nos podem causar dano
espera.


Entram guizos, chocas e capotes
e mantilhas pretas;
entram espadas, chifres e derrotes
e alguns poetas;
entram bravos, cravos e dichotes
porque tudo o mais
são tretas.


Entram vacas depois dos forcados
que não pegam nada.
Soam brados e olés dos nabos
que não pagam nada.
 E só ficam os peões de brega
cuja profissão
não pega.

Com bandarilhas de esperança
afugentamos a fera,
estamos na praça
da Primavera.


Nós vamos pegar o mundo
pelos cornos da desgraça
e fazermos da tristeza
graça.


Entram velhas, doidas e turistas;
entram excursões;
entram benefícios e cronistas;
entram aldrabões;
entram marialvas e coristas;
entram galifões
de crista.


Entram cavaleiros à garupa
do seu heroísmo;
entra aquela música maluca
do passodoblismo;
entra a aficionada e a caduca,
mais o snobismo
e cismo...


Entram empresários moralistas;
entram frustrações;
entram antiquários e fadistas
e contradições;
e entra muito dólar, muita gente
que dá lucro aos milhões.

 E diz o inteligente
que acabaram as canções.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Os manos Janita e Vitorino cantam o Altinho


Que saudades dos finais de tarde no Alentejo...


Altinho

Eu quero ir para o altinho
Que eu daqui não vejo bem (bis)
Quero ir ver do meu amor
Se ele adora mais alguém (bis)

Se ele adora mais alguém
Se ele me ama a mim sozinho (bis)
Eu quero ir para o altinho
Que eu daqui não vejo bem (bis)

A alegria duma mãe
É uma filha solteira (bis)
Casa a filha vai-se embora
Vai-se a rosa da roseira (bis)

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Rodrigo Leão e Rosa Passos


Hoje o céu está mais azul,
eu sinto...
Fecho os olhos.
Mesmo assim eu sinto...
O meu corpo estremeceu.
Não consigo adormecer.

Nem o tempo vai chegar
Para dizer o quanto eu sinto
Você longe de mim.
É uma espécie de dor...

Hoje o céu está mais azul
eu sinto...
Olho à volta
E mesmo assim eu sinto
Que este amor vai acabar
e a saudade vai voltar...

Nem o tempo vai chegar
Para dizer o quanto eu sinto
Você longe de mim.
É uma espécie de dor...

Já não sei o que esperar
Dessa vida fugidia...
Não sei como explicar
Mas é mesmo assim o amor.