segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Carminho e Rao Kyao...a noite gosta de mim!

Mais uma dupla perfeita!
Sei que estás ao pé de mim
Quando o tempo se repete
E o dia chega ao fim
Sem que a noite se inquiete

Nos instantes repetidos
Em que escuto o teu cansaço
sou igual aos meus sentidos
E o tempo igual ao espaço

Mas se o tempo é infinito
Quando o dia chega ao fim
Fecho os olhos e repito
A noite gosta de mim

E peço ao tempo e ao mundo
Que me seja permitido
Viver um breve segundo
Que tu já tenhas vivido

Mas se o tempo é infinito
Quando o dia chega ao fim
Fecho os olhos e repito
A noite gosta de mim

Nos instantes repetidos
Em que escuto o teu cansaço
sou igual aos meus sentidos
E o tempo igual ao espaço

Mas se o tempo é infinito
Quando o dia chega ao fim
Fecho os olhos e repito
A noite gosta de mim

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Manuel Alegre sobre Eusébio

Apesar de já terem passado alguns dias, penso que este é um poema que diz tudo o que é importante que seja dito. Tudo o resto é folclore... e fogueira de vaidades.


Eusébio

Havia nele a máxima tensão
Como um clássico ordenava a própria força,
sabia a contenção e era explosão,
havia nele o touro e havia a corça.

Não era só instinto, era ciência,
magia e teoria já só prática.
Havia nele a arte e a inteligência
do puro jogo e sua matemática.

Buscava o golo mais que golo: só palavra.
Abstracção. Ponto no espaço. Teorema.
Despido do supérfluo rematava
e então não era golo: era poema.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

A fada Oriana

Meninos do 5º E,

Já têm a leitura feita? Terça-feira temos ficha, certo?

Beijocas!

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Eles (os emigrantes) ... por Manuel Freire

Infelizmente actual, este canto!
Ei-los que partem
novos e velhos
buscar a sorte
noutras paragens
noutras aragens
entre outros povos
ei-los que partem
velhos e novos
Ei-los que partem
de olhos molhados
coração triste
e a saca às costas
esperança em riste
sonhos dourados
ei-los que partem
de olhos molhados

Virão um dia
ricos ou não
contando histórias
de lá de longe
onde o suor
se fez em pão
virão um dia
ricos ou não

Virão um dia
ricos ou não
contando histórias
de lá de longe
onde o suor
se fez em pão
virão um dia
... ou não

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

UHF e a mensagem subjacente ao som...


Ontem assisti a um concerto memorável deste grupo que comemorava os seus 35 anos de carreira.
Surpreendeu-me este Vernáculo pela clareza da mensagem


quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Torga, mais uma vez...

Enquanto vigiava as provas de quatro alunos do 1º ano do Curso Profissional de Gestão, ouvi um livro chamar por mim. Libertação de 1960. Torga, Miguel Torga...

"Era uma voz que doía
mas ensinava.
Descobria,
mal o seu timbre se ouvia
no silêncio que escutava.

Paraísos, não havia.
Purgatórios, não mostrava.
Limbos, sim, é que dizia
que os sentia,
pesados de covardia,
lá na terra onde morava.

E morava neste mundo
aquela voz.
Morava mesmo no fundo
d'um poço dentro de nós."