quarta-feira, 18 de setembro de 2013

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Esteiros de Soeiro Pereira Gomes 1941

"Para os filhos dos homens que nunca foram meninos": Uma lição esquecida por muitos de nós, filhos de homens a quem não foi permitido serem meninos! A série Grandes Livros sobre os Esteiros é um trabalho excepcional! Aconselho vivamente!

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Frágil por Jorge Palma

Estar frágil com estilo...
Põe-me o braço no ombro
Eu preciso de alguém
Dou-me com toda a gente
Não me dou a ninguém
Frágil
Sinto-me frágil

Faz-me um sinal qualquer
Se me vires falar demais
Eu às vezes embarco
Em conversas banais
Frágil
Sinto-me frágil

Frágil
Esta noite estou tão frágil
Frágil
Já nem consigo ser ágil

Está a saber-me mal
Este Whisky de malte
Adorava estar "in"
Mas estou-me a sentir "out"
Frágil
Sinto-me frágil

Acompanha-me a casa
Já não aguento mais
Deposita na cama
Os meus restos mortais
Frágil
Sinto-me frágil

Frágil
Esta noite estou tão frágil
Frágil
Já nem consigo ser ágil

domingo, 8 de setembro de 2013

Até ao Verão - Ana Moura

Na quase despedida do Verão, a saudade já bate... e ouve-se esta linda canção escrita e musicada por Márcia Santos!
Deixei
na Primavera o cheiro a cravo
rosa e quimera que me encravam na memória que inventei

e andei
como quem espera
pelo fracasso
contra mazela em corpo de aço
nas ruelas do desdém

e a mim que importa
se é bem ou mal
se me falha a cor da chama a vida toda
é-me igual

vi sem volta
queira eu ou não
que me calhe a vida
insane e vossa em boda
até ao verão

deixei na primavera o som do encanto
riça promessa e sono santo
já não sei o que é dormir bem

e andei pelas favelas
do que eu faço
ora tropeço em erros crassos
ora esqueço onde errei

e a mim que importa
se é bem ou mal
se me falha a cor da chama a vida toda
é-me igual

vi sem volta
queira eu ou não
que me calhe a vida
insane e vossa em boda
até ao verão

e a mim que importa
se é bem ou mal
se me falha a cor da chama a vida toda
é-me igual
vi sem volta
queira eu ou não
que me calhe a vida
insane e vossa em boda
até ao verão

deixei na primavera o som do encanto

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Virgem Suta - Maria Alice

Um vídeo bem conseguido, uma letra bem popular e uma música que fica no ouvido e nos lábios|
Maria Alice vive só com os seus gatos
Não tem família para lhe fazer companhia
mora no sétimo andar
no bairro do Ultramar
casa comprada com herança de uma tia

Maria Alice ficou órfã muito nova
criou a pulso dois irmãos de tenra idade
não soube o que é ser criança
nunca teve esperança
até que um dia a vida mostra-lhe a cidade

oioai a vida foi-lhe madrasta
oioai só por ser de fraca casta aiai
oioai mas rafeiro é osso duro
de roer e a Alice fez-se mulher

oioai a vida foi-lhe madrasta uiui
oioai só por ser de fraca casta aiai
oioai mas rafeiro é um seguro
de roer e a Alice fez-se mulher (bis)

Maria Alice enveredou pelas limpezas
e nem nas folgas se livrava do trabalho
por mais que ela se esforçasse
e mais dinheiro ganhasse
o fim do mês era um problema sem amanho

Maria Alice aliciada por madames
que garantiram dar-lhe vida bem melhor
largou vassouras e pás
e a vida triste pra trás
e em pouco tempo era amante de um doutor

oioai a vida foi-lhe madrasta
oioai só por ser de fraca casta aiai
oioai mas na feira é osso duro
de roer e a Alice fez-se mulher

oioai a vida foi-lhe madrasta uiui
oioai só por ser de fraca casta aiai
oioai mas rafeiro é osso duro
de roer e a Alice fez-se mulher

E um belo dia já fartinha da má vida
desejosa de parar com a folia
fintou do touro bem moço
e sem baixar o pescoço
fê-lo assumir a relação de que fugia

Nesse momento o mundo escancarou-lhe as portas
ela sedenta fez de tudo o que queria
mas o destino, a má sorte
mudaram de novo o norte
e o seu doutor partiu sem avisar um dia

oioai a vida foi-lhe madrasta uiui
oioai só por ser de fraca casta aiai
oioai mas rafeiro é osso duro de roer
e a Alice fez-se mulher

oioai a vida foi-lhe madrasta uiui
oioai só por ser de fraca casta aiai
oioai mas rafeiro é osso duro
de roer e a Alice fez-se mulher

Oioai ...Oioai....

sábado, 31 de agosto de 2013

José Mário Branco canta e Sérgio Godinho compôs

Da cada vez que conheço uma Marta lembro-me desta deliciosa canção!
Chamava-se ela Marta
Ele Doutor Dom Gaspar
Ela pobre e gaiata
Ele rico e tutelar
Gaspar tinha por Marta uma paixão sem par
Mas Marta estava farta mais que farta de o aturar
- Casa comigo Marta
Que estou morto por casar
- Casar contigo, não maganão
Não te metas comigo, deixa-me da mão

Casa comigo Marta
Tenho roupa a passajar
Tenho talheres de prata
Que estão todos por lavar
Tenho um faisão no forno e não sei cozinhar
Camisas, camisolas, lenços, fatos por passar
- Casa comigo Marta
Tenho roupa a passajar
- Casar contigo, não maganão
Não te metas comigo deixa-me da mão

Casa comigo Marta
Tenho acções e rendimentos
Tenho uma cama larga
Num dos meus apartamentos
Tenho ouro na Suíça e padrinhos aos centos
Empresto e hipoteco e transacciono investimentos
- Casa comigo Marta
Tenho acções e rendimentos
- Casar contigo, não maganão
Não te metas comigo deixa-me da mão

Casa comigo Marta
Tenho rédeas p´ra mandar
Tenho gente que trata
De me fazer respeitar
Tenho meios de sobra p´ra te nomear
Rainha dos pacóvios de aquém e além mar
- Casas comigo Marta
Que eu obrigo-te a casar
- Casar contigo, não maganão
Só me levas contigo dentro de um caixão