Estar frágil com estilo...
Põe-me o braço no ombro
Eu preciso de alguém
Dou-me com toda a gente
Não me dou a ninguém
Frágil
Sinto-me frágil
Faz-me um sinal qualquer
Se me vires falar demais
Eu às vezes embarco
Em conversas banais
Frágil
Sinto-me frágil
Frágil
Esta noite estou tão frágil
Frágil
Já nem consigo ser ágil
Está a saber-me mal
Este Whisky de malte
Adorava estar "in"
Mas estou-me a sentir "out"
Frágil
Sinto-me frágil
Acompanha-me a casa
Já não aguento mais
Deposita na cama
Os meus restos mortais
Frágil
Sinto-me frágil
Frágil
Esta noite estou tão frágil
Frágil
Já nem consigo ser ágil
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
domingo, 8 de setembro de 2013
Até ao Verão - Ana Moura
Na quase despedida do Verão, a saudade já bate... e ouve-se esta linda canção escrita e musicada por Márcia Santos!
Deixei
na Primavera o cheiro a cravo
rosa e quimera que me encravam na memória que inventei
e andei
como quem espera
pelo fracasso
contra mazela em corpo de aço
nas ruelas do desdém
e a mim que importa
se é bem ou mal
se me falha a cor da chama a vida toda
é-me igual
vi sem volta
queira eu ou não
que me calhe a vida
insane e vossa em boda
até ao verão
deixei na primavera o som do encanto
riça promessa e sono santo
já não sei o que é dormir bem
e andei pelas favelas
do que eu faço
ora tropeço em erros crassos
ora esqueço onde errei
e a mim que importa
se é bem ou mal
se me falha a cor da chama a vida toda
é-me igual
vi sem volta
queira eu ou não
que me calhe a vida
insane e vossa em boda
até ao verão
e a mim que importa
se é bem ou mal
se me falha a cor da chama a vida toda
é-me igual
vi sem volta
queira eu ou não
que me calhe a vida
insane e vossa em boda
até ao verão
deixei na primavera o som do encanto
Deixei
na Primavera o cheiro a cravo
rosa e quimera que me encravam na memória que inventei
e andei
como quem espera
pelo fracasso
contra mazela em corpo de aço
nas ruelas do desdém
e a mim que importa
se é bem ou mal
se me falha a cor da chama a vida toda
é-me igual
vi sem volta
queira eu ou não
que me calhe a vida
insane e vossa em boda
até ao verão
deixei na primavera o som do encanto
riça promessa e sono santo
já não sei o que é dormir bem
e andei pelas favelas
do que eu faço
ora tropeço em erros crassos
ora esqueço onde errei
e a mim que importa
se é bem ou mal
se me falha a cor da chama a vida toda
é-me igual
vi sem volta
queira eu ou não
que me calhe a vida
insane e vossa em boda
até ao verão
e a mim que importa
se é bem ou mal
se me falha a cor da chama a vida toda
é-me igual
vi sem volta
queira eu ou não
que me calhe a vida
insane e vossa em boda
até ao verão
deixei na primavera o som do encanto
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
Virgem Suta - Maria Alice
Um vídeo bem conseguido, uma letra bem popular e uma música que fica no ouvido e nos lábios|
Maria Alice vive só com os seus gatos
Não tem família para lhe fazer companhia
mora no sétimo andar
no bairro do Ultramar
casa comprada com herança de uma tia
Maria Alice ficou órfã muito nova
criou a pulso dois irmãos de tenra idade
não soube o que é ser criança
nunca teve esperança
até que um dia a vida mostra-lhe a cidade
oioai a vida foi-lhe madrasta
oioai só por ser de fraca casta aiai
oioai mas rafeiro é osso duro
de roer e a Alice fez-se mulher
oioai a vida foi-lhe madrasta uiui
oioai só por ser de fraca casta aiai
oioai mas rafeiro é um seguro
de roer e a Alice fez-se mulher (bis)
Maria Alice enveredou pelas limpezas
e nem nas folgas se livrava do trabalho
por mais que ela se esforçasse
e mais dinheiro ganhasse
o fim do mês era um problema sem amanho
Maria Alice aliciada por madames
que garantiram dar-lhe vida bem melhor
largou vassouras e pás
e a vida triste pra trás
e em pouco tempo era amante de um doutor
oioai a vida foi-lhe madrasta
oioai só por ser de fraca casta aiai
oioai mas na feira é osso duro
de roer e a Alice fez-se mulher
oioai a vida foi-lhe madrasta uiui
oioai só por ser de fraca casta aiai
oioai mas rafeiro é osso duro
de roer e a Alice fez-se mulher
E um belo dia já fartinha da má vida
desejosa de parar com a folia
fintou do touro bem moço
e sem baixar o pescoço
fê-lo assumir a relação de que fugia
Nesse momento o mundo escancarou-lhe as portas
ela sedenta fez de tudo o que queria
mas o destino, a má sorte
mudaram de novo o norte
e o seu doutor partiu sem avisar um dia
oioai a vida foi-lhe madrasta uiui
oioai só por ser de fraca casta aiai
oioai mas rafeiro é osso duro de roer
e a Alice fez-se mulher
oioai a vida foi-lhe madrasta uiui
oioai só por ser de fraca casta aiai
oioai mas rafeiro é osso duro
de roer e a Alice fez-se mulher
Oioai ...Oioai....
Maria Alice vive só com os seus gatos
Não tem família para lhe fazer companhia
mora no sétimo andar
no bairro do Ultramar
casa comprada com herança de uma tia
Maria Alice ficou órfã muito nova
criou a pulso dois irmãos de tenra idade
não soube o que é ser criança
nunca teve esperança
até que um dia a vida mostra-lhe a cidade
oioai a vida foi-lhe madrasta
oioai só por ser de fraca casta aiai
oioai mas rafeiro é osso duro
de roer e a Alice fez-se mulher
oioai a vida foi-lhe madrasta uiui
oioai só por ser de fraca casta aiai
oioai mas rafeiro é um seguro
de roer e a Alice fez-se mulher (bis)
Maria Alice enveredou pelas limpezas
e nem nas folgas se livrava do trabalho
por mais que ela se esforçasse
e mais dinheiro ganhasse
o fim do mês era um problema sem amanho
Maria Alice aliciada por madames
que garantiram dar-lhe vida bem melhor
largou vassouras e pás
e a vida triste pra trás
e em pouco tempo era amante de um doutor
oioai a vida foi-lhe madrasta
oioai só por ser de fraca casta aiai
oioai mas na feira é osso duro
de roer e a Alice fez-se mulher
oioai a vida foi-lhe madrasta uiui
oioai só por ser de fraca casta aiai
oioai mas rafeiro é osso duro
de roer e a Alice fez-se mulher
E um belo dia já fartinha da má vida
desejosa de parar com a folia
fintou do touro bem moço
e sem baixar o pescoço
fê-lo assumir a relação de que fugia
Nesse momento o mundo escancarou-lhe as portas
ela sedenta fez de tudo o que queria
mas o destino, a má sorte
mudaram de novo o norte
e o seu doutor partiu sem avisar um dia
oioai a vida foi-lhe madrasta uiui
oioai só por ser de fraca casta aiai
oioai mas rafeiro é osso duro de roer
e a Alice fez-se mulher
oioai a vida foi-lhe madrasta uiui
oioai só por ser de fraca casta aiai
oioai mas rafeiro é osso duro
de roer e a Alice fez-se mulher
Oioai ...Oioai....
sábado, 31 de agosto de 2013
José Mário Branco canta e Sérgio Godinho compôs
Da cada vez que conheço uma Marta lembro-me desta deliciosa canção!
Chamava-se ela Marta
Ele Doutor Dom Gaspar
Ela pobre e gaiata
Ele rico e tutelar
Gaspar tinha por Marta uma paixão sem par
Mas Marta estava farta mais que farta de o aturar
- Casa comigo Marta
Que estou morto por casar
- Casar contigo, não maganão
Não te metas comigo, deixa-me da mão
Casa comigo Marta
Tenho roupa a passajar
Tenho talheres de prata
Que estão todos por lavar
Tenho um faisão no forno e não sei cozinhar
Camisas, camisolas, lenços, fatos por passar
- Casa comigo Marta
Tenho roupa a passajar
- Casar contigo, não maganão
Não te metas comigo deixa-me da mão
Casa comigo Marta
Tenho acções e rendimentos
Tenho uma cama larga
Num dos meus apartamentos
Tenho ouro na Suíça e padrinhos aos centos
Empresto e hipoteco e transacciono investimentos
- Casa comigo Marta
Tenho acções e rendimentos
- Casar contigo, não maganão
Não te metas comigo deixa-me da mão
Casa comigo Marta
Tenho rédeas p´ra mandar
Tenho gente que trata
De me fazer respeitar
Tenho meios de sobra p´ra te nomear
Rainha dos pacóvios de aquém e além mar
- Casas comigo Marta
Que eu obrigo-te a casar
- Casar contigo, não maganão
Só me levas contigo dentro de um caixão
Chamava-se ela Marta
Ele Doutor Dom Gaspar
Ela pobre e gaiata
Ele rico e tutelar
Gaspar tinha por Marta uma paixão sem par
Mas Marta estava farta mais que farta de o aturar
- Casa comigo Marta
Que estou morto por casar
- Casar contigo, não maganão
Não te metas comigo, deixa-me da mão
Casa comigo Marta
Tenho roupa a passajar
Tenho talheres de prata
Que estão todos por lavar
Tenho um faisão no forno e não sei cozinhar
Camisas, camisolas, lenços, fatos por passar
- Casa comigo Marta
Tenho roupa a passajar
- Casar contigo, não maganão
Não te metas comigo deixa-me da mão
Casa comigo Marta
Tenho acções e rendimentos
Tenho uma cama larga
Num dos meus apartamentos
Tenho ouro na Suíça e padrinhos aos centos
Empresto e hipoteco e transacciono investimentos
- Casa comigo Marta
Tenho acções e rendimentos
- Casar contigo, não maganão
Não te metas comigo deixa-me da mão
Casa comigo Marta
Tenho rédeas p´ra mandar
Tenho gente que trata
De me fazer respeitar
Tenho meios de sobra p´ra te nomear
Rainha dos pacóvios de aquém e além mar
- Casas comigo Marta
Que eu obrigo-te a casar
- Casar contigo, não maganão
Só me levas contigo dentro de um caixão
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
Solidão por Vinícius de Moraes
A maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a dor do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana.
A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo, o que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro.
O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e ferir-se, o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo. Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno. Ele é a angústia do mundo que o reflete. Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes de emoção, as que são o patrimônio de todos, e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto de sua fria e desolada torre.
Vinícius de Moraes
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Telepatia por Lara Li
A melhor versão de sempre, um mergulhar no passado...escrita por Ana Zanatti e musicada por Nuno Rodrigues em 1981!
Telepatia
Silêncio calma
Feitiçaria
Da tua alma
Passo a passo
Sem ter medo
Abrimos, soltámos
O nosso segredo
E a sorrir
Devorámos o mundo
Num abraço
Tão profundo
Telepatia
Sem contratempo
Deixei-te um dia
Num desalento
E eu sonhava
Existia
Pra sempre pra sempre
Foi pura poesia
Sem pensar
Não vi que passavas
Pelo meu corpo
Não ficavas
Telepatia
(falado)
Minha querida eu soube sempre
Eu já sabia que te ia conhecer
Minha querida era fatal
Fiz tanta força
Para isto acontecer
És tão bonita meu amor
Eu não te queria perder
Já sei, adivinho
O que estás a pensar
Vim do outro lado do mar
Talvez um dia volte, não sei
Mas penso em ti, acredita
Adivinhei-te em segundos
Quando jurámos eternidade
E a sorrir
Devorámos o mundo
Num abraço
Tão profundo
Telepatia
Silêncio calma
Feitiçaria
Da tua alma
Telepatia
Silêncio calma
Feitiçaria
Da tua alma
Passo a passo
Sem ter medo
Abrimos, soltámos
O nosso segredo
E a sorrir
Devorámos o mundo
Num abraço
Tão profundo
Telepatia
Sem contratempo
Deixei-te um dia
Num desalento
E eu sonhava
Existia
Pra sempre pra sempre
Foi pura poesia
Sem pensar
Não vi que passavas
Pelo meu corpo
Não ficavas
Telepatia
(falado)
Minha querida eu soube sempre
Eu já sabia que te ia conhecer
Minha querida era fatal
Fiz tanta força
Para isto acontecer
És tão bonita meu amor
Eu não te queria perder
Já sei, adivinho
O que estás a pensar
Vim do outro lado do mar
Talvez um dia volte, não sei
Mas penso em ti, acredita
Adivinhei-te em segundos
Quando jurámos eternidade
E a sorrir
Devorámos o mundo
Num abraço
Tão profundo
Telepatia
Silêncio calma
Feitiçaria
Da tua alma
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Teresa Salgueiro, a diva...
Cantando uma canção tradicional da Beira Baixa, uma voz límpida
Senhora, Senhora do Almortão
Senhora do Almortão
Ó minha linda raiana
Virai costas, virai costas a Castela
virai costas a Castela
Não queiras ser castelhana.
Senhora, Senhora do Almortão
Senhora do Almortão
A vossa capela cheira
Cheira a cravos
Cheira a cravos, cheira a rosas
Cheira a cravos, cheira a rosas
Cheira a flor de laranjeira.
Senhora, Senhora do Almortão
Senhora do Almortão
Eu pró ano não prometo
Que me morreu
que me morreu um amor
Que me morreu um amor,
ando vestida de preto.
Senhora do Almortão,
Ó minha linda raiana
Virai costas a Castela
Não queiras ser castelhana.
Senhora do Almortão,
a vossa capela cheira,
cheira a cravos, cheira a rosas
cheira a flor de laranjeira.
Senhora do Almortão,
eu pró ano não prometo
que me morreu um amor,
ando vestida de preto.
Olha a laranjinha que caiu, caiu
lá debaixo de água, nunca mais se viu... (...)
Senhora, Senhora do Almortão
Senhora do Almortão
Ó minha linda raiana
Virai costas, virai costas a Castela
virai costas a Castela
Não queiras ser castelhana.
Senhora, Senhora do Almortão
Senhora do Almortão
A vossa capela cheira
Cheira a cravos
Cheira a cravos, cheira a rosas
Cheira a cravos, cheira a rosas
Cheira a flor de laranjeira.
Senhora, Senhora do Almortão
Senhora do Almortão
Eu pró ano não prometo
Que me morreu
que me morreu um amor
Que me morreu um amor,
ando vestida de preto.
Senhora do Almortão,
Ó minha linda raiana
Virai costas a Castela
Não queiras ser castelhana.
Senhora do Almortão,
a vossa capela cheira,
cheira a cravos, cheira a rosas
cheira a flor de laranjeira.
Senhora do Almortão,
eu pró ano não prometo
que me morreu um amor,
ando vestida de preto.
Olha a laranjinha que caiu, caiu
lá debaixo de água, nunca mais se viu... (...)
literatura, língua
diva,
portuguesa,
salgueiro,
teresa,
tradicional
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