domingo, 15 de outubro de 2017

Aquela Canção por Miguel Gameiro e Cuca Roseta



É tarde e a cidade parece dormir
E eu quero ficar acordado

Perguntas-me o porquê de me estar a rir
Tenho o segredo mais bem guardado

E no abraço apertado
Cantamos aquela canção

Como a força do mar num porto qualquer
És a calma de um rio nessa pele de mulher
Como chama que arde e se apaga a seguir
És passado, és presente
És futuro que há de vir
Como o ar que me falta e se aperta no peito
És a palavra certa no poema perfeito
Como brisa que vem numa tarde de Verão
És a voz no silêncio
És aquela canção

(Cuca Roseta)
Entre a pressa e o desejo
Secreta paixão
Rodamos entre quatro paredes

Com a força de um beijo
Tiras-me o chão
Corpo seco, que mata a sede

E rimos como crianças
Talvez já nem haja amanhã

Como a força do mar num porto qualquer
És a calma de um rio nessa pele de mulher
Como chama que arde e se apaga a seguir
És passado, és presente
És futuro que há de vir
Como o ar que me falta e se aperta no peito
És a palavra certa no poema perfeito
Como brisa que vem numa tarde de Verão
És a voz no silêncio
És aquela canção (2x)

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Romeu e Juliana por Rui Veloso


Um trio maravilha: João Gil, João Monge e Rui Veloso!




Isabel ama José
De quem teve Julião
Que ainda mal se pôs em pé
E largou os pais da mão

Foi para lá de Paris
Onde assentou arraiais
Conheceu lá Beatriz
Que tinha largado os pais

Casaram numa semana
À hora da matiné
E tiveram Juliana
A flor dos Champs-Élysées

Numa terra mais distante
Mariana apaixonou-se
Por João que era moinante
Foi o vento que o trouxe

Destes dois nasceu Miguel
Mas o sangue não perdoa
Fez um barco de papel
E fez-se ao mar em Lisboa

Deu à ilha dos amores
Que fica quase no céu
E encontrou-se com Dolores
E assim nasceu Romeu

É terra
É céu
Se os dois estão de feição
Ninguém pára o coração

Quem tem o nome Romeu
O destino não engana
Há de encontrar o que é seu
E casar com Juliana

Ela partiu de Paris
Ele foi a ver se a via
Para um final feliz
Diferente do Shakespeare

Encontraram-se na Estrela
Já faz hoje uma semana
É o amor de uma novela
De Romeu e Juliana

É terra
É céu
Se os dois estão de feição
Ninguém pára o coração


quarta-feira, 19 de julho de 2017

125 Azul - João Gil por Carlão e Lúcia Moniz

Um novo olhar sobre os anos 80!

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Foi sem mais nem menos
Que um dia selei a 125 azul
Foi sem mais nem menos
Que me deu para abalar sem destino nenhum

Foi sem graça nem pensando na desgraça
Que eu entrei pelo calor
Sem pendura que a vida já me foi dura
P'ra insistir na companhia

O tempo não me diz nada
Nem o homem da portagem na entrada da auto-estrada
A ponte ficou deserta nem sei mesmo se Lisboa
Não partiu para parte incerta
Viva o espaço que me fica pela frente e não me deixa recuar
Sem paredes, sem ter portas nem janelas
Nem muros para derrubar

Talvez um dia me encontre
Assim talvez me encontre

Curiosamente dou por mim pensando
onde isto me vai levar
De uma forma ou outra há-de haver uma hora
para a vontade de parar
Só que à frente o bailado do calor
vai-me arrastando para o vazio
E com o ar na cara, vou sentindo
desafios que nunca ninguém sentiu

Talvez um dia me encontre
Assim talvez me encontre

Entre as dúvidas do que sou e onde quero chegar
Um ponto preto quebra-me a solidão do olhar
Será que existe em mim um passaporte para sonhar
E a fúria de viver é mesmo fúria de acabar

Foi sem mais nem menos
Que um dia selou a 125 azul
Foi sem mais nem menos
Que partiu sem destino nenhum
Foi com esperança sem ligar muita importância
àquilo que a vida quer
Foi com força acabar por se encontrar
naquilo que ninguém quer

Mas Deus leva os que ama
Só Deus tem os que mais ama

terça-feira, 23 de maio de 2017

Só mesmo... Jorge Palma!




Só por existir
Só por duvidar
Tenho duas almas em guerra
E sei que nenhuma vai ganhar

Só por ter dois sois
Só por hesitar
Fiz a cama na encruzilhada
E chamei casa a esse lugar

E anda sempre alguém por lá
Junto à tempestade
Onde os pés não têm chão
E as mãos perdem a razão

Só por inventar
Só por destruir
Tenho as chaves do céu e do inferno
E deixo o tempo decidir

E anda sempre alguém por lá
Junto à tempestade
Onde os pés não têm chão
E as mãos perdem a razão

Só por existir
Só por duvidar
Tenho duas almas em guerra
E sei que nenhuma vai ganhar
Eu sei que nenhuma vai ganhar

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Tão genuína e em português!

O dia 13 de maio de 2017 ficará gravado na memória de todos nós devido à consagração de uma bela canção, totalmente cantada em língua portuguesa (com uns retoques de linguagem gestual espontânea na sua interpretação...) e de uma simplicidade desconcertante. Marcou por ser simples, emotiva e genuína! Tal como o é o português comum!




Se um dia alguém perguntar por mim
Diz que vivi para te amar
Antes de ti, só existi
Cansado e sem nada para dar

Meu bem, ouve as minhas preces
Peço que regresses, que me voltes a querer
Eu sei que não se ama sozinho
Talvez, devagarinho, possas voltar a aprender

Meu bem, ouve as minhas preces
Peço que regresses, que me voltes a querer
Eu sei que não se ama sozinho
Talvez, devagarinho, possas voltar a aprender

Se o teu coração não quiser ceder
Não sentir paixão, não quiser sofrer
Sem fazer planos do que virá depois
O meu coração pode amar pelos dois